quarta-feira, 15 de abril de 2009

Observadora


Não quero mais um texto com tom de lição de moral, mas quando se toca em um assunto delicado, exige uma reflexão,principalmente de quem lê,peço-lhe uma reflexão da sua vida, observada por alguém que não tem nada a ver com ela, mas é uma boa observadora. Quero que perceba os seus sentimentos em relação ao mundo. O que é você no meio da multidão, na humanidade, ou simplesmente no seu meio social.
Um rosto bonito que segue a “filosofia” “Don’t worry, be happy”, mas que de felicidade só se conhece os prazeres da vida?

Um jovem com discurso revolucionário que diz ser totalmente contra o capitalismo enquanto usa Nike?

Alguém que tenta de tudo abraçar o mundo, mas se esquece de si mesmo?

Alguém que deixa o mundo te abraçar, e sem perceber, logo perde seu valor?

Ou simplesmente aqueles que se dizem contra tudo, contra a sua geração, mas que infelizmente estão no grupo e não dá para escapar.

Existem vários tipos de jovens no mundo, cada um seguindo as suas culturas, sejam elas esquisitas aos teus olhos, merecem ser respeitadas. Tem jovens indo a guerras de conquista de terras ou direitos, jovens na guerra do dia-a-dia, alguns guerreando contra si mesmos,dentro de casa, na luta do individualismo.E tem aqueles sem expectativas de vida, contentando-se com o que tem, e isso não é só valido a pessoas menos favorecidas, isso vale aos que se contendo em deixar o tempo escapar com coisas fúteis.Eu me considero daqueles que parecem ser da maioria, mas que por dentro são loucos para gritar o que pensam,de sentir a adrenalina de bater de frente com o mundo.Mas sei que não é o momento certo de explodir.
Não sei explicar meu sentimento em relação ao mundo, às vezes ele é desprezível, e às vezes amoroso, de total compaixão, ao ponto de me fazer derramar lágrimas ao ver que o amanhã pode ser pior que hoje, são tantos acontecimentos, que acho que 24 horas é muito pouco, que amanhã estar viva é uma sorte grande.
Diariamente ouço o quanto sou privilegiada, seja pelo fato de ter casa, comida e roupa lavada entre outros privilégios, mas muitas vezes me apego a reclamar da minha vida, reclamando de boca cheia, coisa que deveria ser o oitavo pecado capital, mas se tornou um defeito meu, que aos poucos vou mandando embora.
E você? Reclama muito da vida?
É bem previsível que eu venha com o papo de que você poderia ser aquela criançinha da foto famosa no Orkut, catando migalhas no chão, mas não ia adiantar muito, não é mesmo?Foto de pobreza, fome, desigualdade, virou coisa normal em nossas vidas, é só mais um quadradinho do tabuleiro do jogo da vida.

TODO mundo é igual,não queira discutir,eu tenho sangue vermelho igual ao seu,o que vemos por fora é a “casca”,e são aproximadamente 6,6 bilhões com “cascas” variadas,de uma única raça:a humana,a espécie que pensa.Use o seu poder de raciocínio para bons planos que mudem não só a sua realidade,mas as dos que se contentaram com pouco,porque quando se muda algo longe de ti isso volta como beneficio.Seja atos simples como palavras de incentivo,um abraço,um sorriso.Qualquer coisa que se pareça com esperança.

Acredito que para mudar o mundo é necessário conhecê-lo de perto,mas enquanto não posso vivenciar de tudo, vou vendo e ouvindo historias tristes,me comovendo,e refletindo,buscando meu lugar que hoje pareça distante,que é a minha conscientização total e quem sabe conscientizar alguém que queria,e assim formando um exercito com o plano de se buscar a PAZ,nem que seja ela a paz do bairro.
Se hoje o mundo esta errado, sabemos que não a culpa de nós jovens, mas a responsabilidade de melhorar ou piorar está em nossas mãos, querendo ou não, há de haver conseqüências a quem se acomoda.
E não pense que todos os homens de terno e gravata são quem fazem a diferença, que o presidente do país da crise vai salvar o mundo, a lei da vida é cada um por si.
Fazer a diferença é difícil, pois o ser o comum é muito mais pratico e fácil, não exige muitas mudanças, mas isso é uma escolha sua, e essa pode mudar o jogo.


Thaís Valverde Faria


beeijo;*